Forbidden - Parte 5

Ilka O silêncio corroía-me, a tensão no ar sufocava-me. Com certeza existiam centenas de questões travadas em sua garganta, mas e...


Ilka

O silêncio corroía-me, a tensão no ar sufocava-me. Com certeza existiam centenas de questões travadas em sua garganta, mas elas não ousavam sair, contudo ele não se ia embora, ele não frustrou-se, continuou do meu lado, apoiando-me, ajudando-me a continuar.


Só que, eu não era como Louis, eu precisava de respostas, queria elas pela minha saúde mental.

Tinha os meus joelhos apertados contra o meu peito com ajuda de meus braços, ainda com os meus cachos pingando devido ao banho, meus olhos estavam fixos nos fumo que saia da caneca com chá que Louis tinha preparado para mim.

Na outra ponta do sofá estava ele, levando de segundos em segundos sua caneca com café e leite a boca, com os olhos fixos na tê-la da televisão apagada, provavelmente tentando juntar cada peça do puzzle para poder ver toda a imagem, para poder entender-me.

- Foi no segundo encontro de orientação – minha voz não parecia a mesma, mais rouca, mais fraca, talvez pelo voto de silencio que fiz – Ele propôs-me uma parceria que apesar de ter achado estranha, acreditei que era algo normal entre artistas – abracei-me com mais força – Ele queria alguém para pousar e eu poder transmitir mais emoções aos meus quadros, ele disse que eu não as conhecia e que ele me ensinaria – o fumo continuava a sair pela caneca – Quando ele pediu-me que retira-se as minhas roupas pela primeira vez, quis correr dali e nunca mais voltar, mas ele de alguma maneira convenceu-me a ficar, ensinou-me a sentir-me confortável com meu corpo, confortável com ele – escondi meu rosto entre minhas pernas – Eu sabia o que estava a fazer, sabia que era algo estranho, mas nunca fiquei tão apavorada apesar de como ele era autoritário, ou pelas coisas arrepiantes que ele dizia – virei o meu rosto para a direção que Louis se encontrava e vi-o desviando o olhar, contemplando a sua caneca – Devia ter percebido quando ele uma vez dissera-me que despertava algo nele, pensei que melhora-se o seu lado artístico, deixava-o mais inspirado, senti-me feliz quando ele disse aquilo – disse aguardando que em algum instante ele olha-se para mim – Se soubesse que fosse algo diferente, nunca teria concordado – por alguma razão achei que era necessário que dissesse aquilo.

- Tens a certeza? – Não sei se era o seu tom de voz, ou até a questão em si. Não sabia exatamente o que responder, eu não sabia aquela resposta. Talvez porque não tinha a certeza.

- Eu não queria que isso acontecesse comigo Louis! – Encarei-o, e em horas seus olhos encontraram-se com os meus, sem fugir, porém estavam vazios.

- Tu devias ter ligado a polícia, Ilka – informou – Ou contar-me quando fui ter contigo, devias ter feito algo.

- O quê Louis? Diz-me o que eu devia fazer? Nem sequer fui capaz de lutar, ou de dizer que ele parasse com aquilo, parasse de magoar-me – senti o meu rosto humedecer naquele instante, fazendo o rosto de Louis demonstrar emoção – Nem sequer lembro de ter visto, de teres me trago aqui, até hoje essa parte daquela noite não encontro na minha mente – falei lembrando-me do que ele me disse no dia seguinte após os acontecimentos – Eu acreditei que merecia o que ele estava a fazer-me, porque eu não evitei mesmo quando ele avisou-me ou deu-me sinais que havia algo errado, eu fui tão responsável quanto ele é! – Sua mão em meu rosto aqueceu meu corpo todo.

O movimento suave de seu polegar enxugando as minhas lágrimas, enquanto suportava minha cabeça e explorava meu rosto com o olhar.

- Pousar para ele não lhe dá a liberdade de tocar-te – Louis murmurou – Não és responsável de nada, ele usou-te, ele usou a tua inocência e tu simplesmente acreditaste que ele seria um bom orientador, teu erro foi confiar nele, somente isso.

- Eu pensei que ele estava morto, eu pensei que o tinha esfaqueado e do nada estava aqui, tu estavas aqui, estava em teus braços e na mesma continuava a ver sangue em minhas mãos – baixei o olhar – Quando ouvi a voz dele aqui dias depois, perguntando por mim, eu fiquei ainda mais confusa – afastei suas mãos passando minha mão pelos meus cabelos húmidos – Sempre que o via acontecia o mesmo durante a noite, eu o esfaqueava, eu sentia-me bem com isso, sentia-me bem por ver o sangue dele, como a pouco quando ele sangrava, eu gostei muito.

- Tu o queres morto?

- Não, só quero apagar o que ele fez-me – olhei para Louis – Talvez a única maneira é mata-lo.



Adetomiwa

Os olhos dela denunciavam seus sentimentos, sua expressão corporal inteira mostrava suas emoções. A vergonha de mim, a vergonha que ela tinha de mim, por ter-me deixado ceder, por ter deixado que ela chamava de “meus demônios” dominarem-me. A expressão facial de minha mãe não estava somente refletida nos espelhos, ela parecia estar em todos os lugares, em todas as pessoas que eu via, a “vergonha” e “decepção” era expressada, e até agora eu não entendia porquê, não havia nada errado em amar, ainda mais do jeito que amava.



“- Tu estas doente, muito doente, meu filho! – Disse passando seus dedos por minha cabeça.

- Estou apaixonado apenas mãe – mostrei-lhe meu maior sorriso.

- Isso não é paixão Adetomiwa! – Afastou-se de mim para que pudesse encarar-me melhor – Tu estas possuído, não podias fazer que tu fizeste a essa menina.

- Mãe, não fiz nada de errado, apenas quis mostrar-lhe o quanto a amava – sorri mais uma vez.

- Ela não quer ser amada por ti, e tu não devias ter insistido, tu podias ter feito a ela o mesmo que fizeste com Liane! – Desespero estava refletido em sua voz, a maneira que olhava para mim, o que seus olhos diziam eram exatamente o inverso do que ela devia estar a sentir naquele momento. Ela não devia ter trago Liane à tona.

- Mãe aquilo foi um acidente – disse irritado – Com a Liane foi um acidente.

- Porque tu queres tanto aquilo que não podes ter?

- Quem disse que não posso tê-la mãe, eu já a tive uma vez.

- Tu a tocaste? – Acenei – Ela quis?”



Ela quis tal como Liane queria, exatamente como a Ilka quis. Apenas não sabiam, apenas não entendiam. Para as três aquilo que as dava era desconhecido e isso as assustava. Porem eu não ia deixar Ilka ir como deixei Liane ir. Ela era minha, ela sabia disso, eu sabia disso e aquele filho da mãe que não a deixa nenhum instante sozinha também sabia que eu a tinha marcado, tinha deixado uma marca nela que impossibilitaria ela aceitar outra pessoa como ela aceitou-me. Ilka só precisava entender que amava-me, talvez mais do que eu a amo.

E eu a faria feliz. A faria muito feliz, mas sei que Louis temia-me e isso impedia Ilka de perceber o que ela sentia, mas não iria permitir que dessa vez perdesse algo que tanto queria.

Meus dias tinham-se tornado chatos, não tinha incentivo para levantar-me, nem muito menos de sair de minha casa. Minha casa, e minha aparência estavam com o mesmo aspecto que meu coração tinha. Cansado derrotado. Precisava dela, necessitava da sua presença, ou de simplesmente olhar para ela, mas não podia ter isso, a exatamente duas semanas que não podia ter isso.

Não era a primeira vez que tinha uma restrição cautelar, mas era a primeira que ela vinha com uma carta da Reitoria. Estava suspenso por um mês, porém não pelas razões que achei que estaria. Mas aquilo não tinha nada a ver com Ilka, e sim obra de um intrometido rapaz que insistia em achar-se de herói, quando tudo que fazia era afastar duas pessoas que amam-se imenso.

Com um sorriso nos lábios terminei a segunda garrafa de whisky do dia. Sentia-me satisfeito, entusiasmado, perante o que estava diante a mim.

A imagem dos cabelos crespos que caiam a volta do seu rosto, os lábios carnudos, definidos e húmidos levemente abertos como se convidasse-nos para senti-lo, os seus olhos suavemente rasgados que espelhavam a sua essência, a alma inocente e atraente, que excitavam-me só ao lembrar a maneira doce e delicada do seu olhar. A exposição da sua pele negra, podia sentir-se suas veias pulsando naquela imagem, podia sentir-se o nervosismo de estar ali, em pé exibindo toda a sua nudez. Seu corpo voluptuoso, que ansiava ser tocado, ser explorado, ser tomado. Ilka estava ali, enfeitando o que outrora foi apenas uma tela branca. Mais um quadro, um quadro dela.

Conduzia pelas estradas de Londres que me levavam até ela, até a mulher que estava desenhada no quadro que estava no banco traseiro. Não conseguia parar de sorrir, cada vez que me encontra-se mais de onde a encontrava, cada vez que a nossa distância se diminuía mais entusiasmado ficava. A ânsia de ver sua reação estava expressa na velocidade em que fazia o trajeto de minha casa até seu dormitório, naquele final de tarde de domingo. Queria voltar a apreciar a maneira que ela analisava os quadros que fazia, o jeito que seu olhos percorriam pelos detalhes da imagem, como mordia suavemente o seu lábio interior intrigada com algo que o quadro tinha transmitido, queria ver-lhe sorrir, queria vê-la olhar aos meus olhos e sorrir, satisfeita com o resultado.

Ansiedade terminou. Excitação evaporou. A vontade de ver seu sorriso foi derrubada pela vontade ainda mais intensa de arrancar o sorriso que estava nos seus lábios naquele momento. Sorriso que ela exibia para ele.

Seus cabelos estavam presos no topo de sua cabeça, usava umas jeans justas com um ar de que tinham acabado de ser compradas, seu tronco estava coberto por uma camisola de mangas compridas brancas, só usava meias e sorria com tanta vontade para o homem que puxava a sua mão na direção do parque de estacionamento. Ele envergava um traje semelhante ao dela, apesar de estar calçado, pareciam aqueles casais que vestiam-se iguais, sorriam um para o outro como dois apaixonados, como se estivessem felizes.

Mas aquilo não era o pior. O pior surgiu depois, quando ela tentou separar-se dele, e ele a puxou com mais força, fazendo os dois corpos esbarrarem-se, os braços dele rodaram sua cintura. E mais uma vez o sorriso nos lábios delas aumentaram-se quando o nariz dele roçou no dela, seus finos braços rodaram o pescoço dele, e os lábios se uniram. Não era escaldante, nem de tirar o fogo. Era um simples toque, uma delicada união, como se fosse a primeira vez que aqueles lábios se tinham encontrado. Uma imagem apaixonante e perfeita de um casal. Mas havia um defeito, o grande e inaceitável defeito, era a Ilka a mulher, mas o homem que tinha ela em seus braços era Louis e não eu. Um defeito que iria corrigir.



Ilka

Tanto eu como Louis sabíamos que ele não iria cumprir a sua promessa, de que tudo ficaria bem, mas ele era muito bom em tentar. Tudo que aconteceu seria algo que faria parte de mim para o resto da minha vida, mas algo que tinha certeza que desde que Louis estivesse ao meu lado seria apenas uma má recordação.

Ele conseguiu afastar Professor Edun sem ser necessário que contasse o que realmente aconteceu, sem que tenha minha vida a conhecimento publico, não sabia como ele tinha feito aquilo, mas era extremamente grata por não ter que ver Professor Edun, por não tê-lo por perto. Já era demasiado lidar com o que tinha acontecido, ter que lidar com o constante incomodo de sentir-se observado, ter que vê-lo não me permitia ser forte, nem muito menos fingir. Aquele dia no corredor do meu apartamento eu só conseguia tremer ao vê-lo diante a mim, não só por medo, mas também pelo fato que eu sabia que ele estava certo, do que ele disse ser verdade. Apesar de não ter sido consentido, ele tinha feito amor com meu corpo, ele amou meu corpo. Ele era doente, e eu era sua doença.

Tinha meus olhos vedados sendo ajudado por Louis a sair de seu carro. Louis queria surpreender-me, ao menos era essa desculpa que ele tinha para não deixar-me nem calçar enquanto arrancava-me do sofá enquanto assistia uma maratona de “The Originals”. Uma surpresa que o deixava muito entusiasmado.

Não fiz muitas questões, apesar da curiosidade que mordiscava-me, iria ficar mais ansiosa se ele desse-me respostas esquivas ou nem sequer me responderia. Fiquei quieta, mordendo meu lábio inferior, deixando-o conduzir-me para o que me parecia ser um prédio.

- Sabes que eu sei um pouco de kick boxing, nê? – Impaciente me encontrava por subir tantos lances de escada.

- Só foram três aulas – não precisava vê-lo para saber que revirava seu olhos, o que me fez sorrir.

- Três aulas muito úteis – esclareci-lhe.

- Não irei matar-te.

- Nem sequer pensei nisso – informei-o – Jamais pensaria isso sobre alguém que chama-me a atenção da importância de cada ser vivo só porque tirei a vida a uma barata – ri-me sentindo que ele já não encaminhava-me, estávamos parados.

- Elas sobrevivem a tudo, precisamos dela para sabermos como sobreviver em quaisquer condições de vida – e lá estava o discurso em defesa de um inseto nojento.

- Vais mostrar-me a surpresa ou vais continuar teu discurso? – Cruzei os braços impacientes enquanto ouvia um som como de portas a serem abertas.

- És mais simpática calada – disse um pouco distante – dos três passos para frente – pediu e fiz – Vira para tua esquerda – executei o seu pedido.

A luz incomodou um pouco assim que a venda foi removida, foram apenas alguns segundos de desconforto, segundos esquecidos no momento que percebi onde estava.

Os espaço todo parecia velho, chão cimentado, paredes de tijolo, e uma delas coberta com um tela branca e no chão matérias de pintura, desde rolos de pintura a própria tinta. Andava de um lado ao outro apreciando aquele lugar, aquele espaço.

Era um estúdio. Um lugar melhor do que a sala de pintura ou o meu dormitório.

- Tu não estas a dar-me isso, pois não? – Disse virando-me para o indivíduo que me contemplava com um sorriso bobo.

- Talvez quando terminar de pagar – abanou a cabeça de um lado ao outro – Então?

- Uau! Isso é lindo Louis, muito lindo – falei olhando mais uma vez a minha volta.

- Aqui não teremos horários para sair – avisou-me – Sempre quis ter um lugar assim, só meu e da minha arte e quero dividi-lo contigo – disse entrelaçando nossos dedos.

- Obrigada – disse apoiando a cabeça no seu ombro – Eu vou usufruir dele com muito prazer – disse olhando para a tela branca que estava a um passo de nós.

A tela que outrora era completamente branca e agora tinha salpicos avermelhados nela, salpicos que não tinha entendido de onde tinham surgido, assim como o ruído intenso que se repetiu por três vezes domou o espaço.

A minha cabeça gradualmente foi perdendo o apoio, fazendo-me deixar de procurar entender de onde tinham surgido e salpicos e virar para Louis, que caia diante a mim apoiando as suas mãos no seu estômago, numa tentativa de estancar o sangue, era dele de onde os salpicos tinham surgido.

Tudo tão rápido que nem sequer conseguia processar. As minhas mãos tocaram nas suas fazendo-me sentir a humidade, fazendo-me perceber que aquilo era real, ele estava magoado. O pânico tomou-me quando ele tentou dizer algo e somente sangue saia de sua boca, e aí já não eram só suas mãos que estavam húmidas, o meu rosto também, ele estava a morrer.

- Louis!- disse passando minha mão em seu rosto, e um grito frustrado ecoou pelo espaço e vi Professor Edun.

Puxando-me pelo braço embatendo o meu corpo contra a parede coberta com a tela. Sua mão estava ao redor do meu pescoço, prendendo-me ali, enjoando-me com o hálito a álcool, não parecia o mesmo homem, a barba que não parecia ser feita a semanas, assim como também seu cabelo não era cortado, parecia mais magro e cansado, seus olhos estavam tão vermelhos que pareciam os salpicos que estavam ao meu lado.

- Tu és tão imunda quanto ela, vocês são tão semelhante – seu aperto no meu pescoço intensificou deixando-me com ainda mais dificuldade de respirar – EU AMEI-VOS, AMEI-VOS E VOCÊS QUERIAM OUTRO HOMEM – disse roçando minha intimidade com algo que tinha em sua mão, algo duro – VOCÊ É MINHA, MINHA, TAL COMO ELA ERA, LIANE E TU SEMPRE SERÃO MINHAS SOMENTE MINHAS, NINGUÉM MAIS PODER VOS TOCAR, SEMPRE IREI CERTIFICAR-ME DISSO – sentiu seu corpo que fedia roçar em mim, seus lábios roçarem no meu.

As lágrimas corriam por meus olhos, e meus olhos estavam fixos em Louis, que continuava a sujar o chão cimentando com uma poça de líquido vermelho, e suas mãos continuavam pressionadas sobre o buraco no seu estômago.

- Porque deixaste ele tocar-te? - Disse atirando ao chão – Tu és minha e eu amo-te – ele disse levando as mãos a cabeça fazendo-me ver a arma, o objeto que tinha magoado Louis.

Não queria saber do que ele dizia, ele não se calava, só ouvia Liane, Tu, Minha e Amo-te enquanto ele andava de um lugar ao outro sempre repetindo as mesmas palavras, eu queria o Louis.

Gatinhava até o corpo dele imóvel repetindo para mim mesma, que ele só estava quieto, que aquela poça ao lado dele era só uma imagem falsa, aquilo tudo era só mais uma falsa realidade que a minha mente tinha produzido, tal como quando achei que esfaqueava professor Edun, mas estava esfaqueado a minha almofada. Em qualquer momento Louis iria abraçar-me e dizer que estava tudo bem, que iria fica tudo bem.

Mas fui arrastada, puxada pelos meus cabelos para longe de Louis, gritava alto sacudindo-me, dando luto dessa vez, eu queria tocar em Louis, eu queria ajudar-lhe como ele ajudou-me.

- Fica longe dele sua Puta – ordenou atirando-me para outro lado do estúdio – Acabou! Já não tens que servi-lo – agachou-se para que nossos rostos tivessem na mesma altura – Ele já não ira separar-nos, somos nós os dois agora e sempre, meu amor – sorriu para mim, tocando delicadamente no meu rosto.

- Eu amo-te Adetomiwa – apoiei a minha mão na sua, vendo seu sorriso aumentar – Louis não é para mim o que tu és – sorri para ele – eu amo-te tanto.

O som do metal a tocar no cimento foi um sinal para me aproximar a ele, e foi o que fiz, uni meus lábios aos dele, beijei-o como nunca antes tinha beijado Louis, deixei sua língua invadir minha boca e explora-la, mantive meus olhos fechados e minha mão ágil.

Não pensei duas vezes ao sentir o metal frio na minha mão, empurrei-o e logo apertei o gatilho na sua direção, uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez, e mais uma vez, e mais outra vez, continuei a apertar o gatilho mesmo que já via buracos suficiente nele, continuei a apertar o gatilho mais algumas vezes após o ruído do tiro já não sair pela arma.

Louis estava pálido, com os olhos abertos, permitindo-me apreciar mais uma vez seus olhos belos, o tom de avelã de sua íris que desaparecia aos poucos, até eles ficaram completamente brancos.

Puxei todo seu corpo contra o meu e abracei-o.

- Já esta tudo bem, tudo já esta bem!






Nota da Autora

Não tenho muito a dizer nesta nota, porque ainda falta uma pequena parte.
Foram exatamente 3198 palavras que vocês acabaram de ler, peço desculpa por todos os erros ortográficos ao longo da curtinha, irei dar mais atenção a isso de agora em diante.
Foi um capítulo muito complicado de escrever, porque ele estava na minha mente desde o momento que dei o nome, eu tinha somente esse final feito na minha cabeça e não sei ainda se fui bem fiel ao que tinha a mente, e enquanto escrevia ele nâo sentia o que devia sentir, nunca escrevi algo assim, sei lá, foi complicado, espero que tenham gostado.
Lamento por não ter respondido os outros comentários, somente respondi os da quarta parte.
Fiquem bem. Talvez coloque a parte final ainda hoje.
Beijos.
É um prazer escrever para vocês.




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6 comentários

  1. Agora tive a certeza: o professor tem sérios problemas!
    Gostei dessa parte.
    Posta logo.
    Beijos.

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  2. Não encontrei nenhum erro ortográfico. Normalmente também é raro eu encontrar.
    A Ilka vai ficar com o Louis? Era a melhor opção, na minha opinião.

    Beijos.

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  3. Ele morreu?! Eu li bem?
    Eu preferia o Louis mesmo :D
    Posta logo.

    Beijos :)

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  4. Estou a ler esta parte enquanto ouço Britney Spears - Everytime, imagina a depressão que eu não tive no final dessa parte.
    Não imaginava nada assim!
    Só espero que a Ilka termine bem com a sua inocência (ou o fim dela).
    Espero por novos posts.

    Bjs :)

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  5. Ela surtou e a única pessoa mentalmente sã da curtinha (Louis) estava no chão a sangrar... a vida cuia -_-...
    Esse professor ai me arrepia de mais, acho que o que me da mais medo nesse tipo de pessoas nos livros e na tv é que eles existem mesmo, mas não vou negar, psicopatas fazem as historias mais interessantes (ex: a serie eye candy, o assassino ai me faz lembrar muito o professor da curtinha)
    btw, eu tive mais que cinco anos de aulas de karate, não iria conseguir lutar por nada na vida, as vezes me pergunto se aprendi mesmo alguma coisa, mas eu tive as aulas :-D

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  6. Olá. Comecei a ler esta curtinha no inicio de agosto mas não comentei porque não tinha certeza se iria continuar a ler. Por acaso voltei a encontrar a tua página e retomei a leitura da curtinha e devo dizer UAU!!! Adorei o que li até agora (mais especificamente o 4º e 5º capítulos) pois imaginei algo completamente diferente no início. Parabéns pela linha de história bem conseguida! *thumbs up

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